Destaques Destaques

Voltar

Presidente do TJPR anuncia reserva de vagas de estágio de Ensino Médio a jovens em situação de vulnerabilidade social


Presidente do TJPR anuncia reserva de vagas de estágio de Ensino Médio a jovens em situação de vulnerabilidade social

Anúncio foi feito durante formatura do Programa Jovens Promissores
Qui, 01 Mar 2018 16:44:00 -0300

No dia 27 de fevereiro, uma cerimônia realizada no auditório do Plenário do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) formou 37 adolescentes que participaram do Programa Jovens Promissores. O evento, que reuniu magistrados, autoridades da Polícia Militar, do Exército e de instituições de assistência social, foi organizado pelo TJPR por meio de sua 2ª Vice-Presidência.

Compondo a mesa, estiveram o Comandante Geral da Polícia Militar do Paraná, Coronel Maurício Tortato; o General de Brigada Comandante da 5ª Região Militar, Aléssio Oliveira da Silva; a Diretora Executiva da Universidade Livre Para a Eficiência Humana (UNILEHU), Yvy Karla Abbade; a Presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Elenice Malzoni; o Juiz Auxiliar da 2ª Vice-Presidência, Ricardo Henrique Ferreira Jentzsch; a Desembargadora Sônia Regina de Castro; o Desembargador Ruy Muggiati, presidente do Conselho dos Juízos da Infância e da Juventude (CONSIJ); a Desembargadora Lidia Maejima, 2ª Vice-Presidente do TJPR e idealizadora do Programa; e o Desembargador Renato Braga Bettega, Presidente do TJPR.

Depois de discursarem sobre os benefícios da iniciativa e destacarem a importância do trabalho, os integrantes da mesa entregaram os certificados de conclusão da 1ª Edição dos Jovens Promissores para os 24 formandos presentes.

Com o diploma em mãos, uma das jovens, T.G., de 17 anos, diz que se sentiu muito agradecida por participar do Programa: “Participar desse curso foi muito importante para mim, foi um privilégio, eu aprendi muitas coisas e tenho certeza de que vou levar esse aprendizado para minha vida toda”. Outro formando, A. A. B., de 15 anos, destacou a mudança que a iniciativa provocou em sua vida. “Depois que participei do Jovens Promissores eu mudei completamente meus planos e minhas perspectivas. Agora eu tenho vontade de fazer tudo aquilo que já tinha deixado de lado e ainda tenho vontade de reviver os sonhos que havia deixado morrer dentro de mim. Eu considero o programa uma experiência incrível e única na minha vida”, relata.

Finalizando a primeira edição com resultados expressivos, o objetivo do Jovens Promissores é atender todos os adolescentes a partir de 14 anos de idade que estejam em acolhimento institucional em Curitiba e Região Metropolitana, até o fim de 2018. Para tanto, novas turmas serão iniciadas já a partir deste mês.

Vagas de Estágio no TJPR

Um dos momentos mais aplaudidos da tarde foi o anúncio feito pelo Presidente do TJPR, Desembargador Renato Braga Bettega, sobre a assinatura de um Decreto que reserva vagas de estágio para adolescentes em situação de risco. De acordo com o texto, 10% das vagas de estágio de ensino médio no Tribunal serão reservadas para adolescentes em situação de vulnerabilidade social, incluindo os jovens em acolhimento institucional atendidos pelo Jovens Promissores.

Sobre o Programa

Idealizado e supervisionado pela 2ª Vice-Presidência do TJPR, o programa é executado em parceria com o CEJUSC do Fórum Cível de Curitiba, com a Escola de Servidores do TJPR (ESEJE), com a PMPR, com o Exército, com o Conselho Regional de Contabilidade, com a UNILEHU e com o Paraná Clube. Com o objetivo de mobilizar esforços por parte do Poder Judiciário e de diversos setores do poder público e da sociedade, a iniciativa busca oferecer ferramentas para que os adolescentes acolhidos desenvolvam as condições de assumir o papel de protagonistas de suas próprias histórias, tornando o desligamento dos programas de acolhimento menos traumático.

Lançado em setembro de 2017, o Jovens Promissores teve início com uma série de estudos, realizados em Curitiba e região metropolitana, que permitiram a identificação dos adolescentes que se encontravam acolhidos e com idade próxima a 18 anos, ocasião em que são desligados das instituições de acolhimento e passam a ter a responsabilidade de se sustentarem. Além disso, foram identificados os principais desafios que comprometem o desenvolvimento da autonomia, como vínculos familiares fragilizados, reiteradas violações a direitos fundamentais, desigualdade de oportunidades, preconceito, escolaridade comprometida, dentre outros.

A partir desses levantamentos, as ações do Programa foram divididas em duas etapas. Na primeira, de formação, foram oferecidas atividades como visitas guiadas ao TJPR, círculos restaurativos (visando estimular a reflexão, a autoestima, o resgate de valores e a criação da identidade do grupo), oficinas de educação financeira e empreendedorismo, além de visitas a diversas instituições públicas e privadas, nas quais os adolescentes puderam conhecer algumas carreiras e profissões.

A segunda etapa diz respeito aos acompanhamentos individuais: os adolescentes foram orientados e, sempre que possível, encaminhados a cursos profissionalizantes ou a vagas de estágio, aprendizagem ou emprego.

Texto: 2ª Vice-Presidência.