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CEJUSC de Maringá inicia projeto voltado a pais em processo litigioso


CEJUSC de Maringá inicia projeto voltado a pais em processo litigioso
Educar para a solução pacífica de conflitos familiares é o objetivo das oficinas que serão realizadas duas vezes ao mês
Seg, 11 Fev 2019 19:20:42 -0200

No início de fevereiro o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Maringá implantou o Projeto Oficina de Parentalidade. A iniciativa é voltada a pais e mães que estejam passando por conflito conjugal, processo de divórcio ou rompimento de união estável. O objetivo é amenizar os impactos decorrentes dessas situações no relacionamento familiar, orientar os pais sobre como agir diante do rompimento da convivência e do novo arranjo familiar que se estabelece. Pretende também estimular pais e mães a estabelecerem convivência cordial e respeitosa para o bom desenvolvimento emocional dos filhos e a solucionarem pacificamente seus conflitos. A primeira oficina ocorreu na segunda-feira (4/2) e as próximas serão realizadas duas vezes ao mês, com duração de cerca de três horas cada uma.

Oficinas

Os participantes das oficinas comparecem a uma reunião e recebem o certificado de participação. Em seguida, os juízos responsáveis pelos processos dessas famílias são comunicados sobre os comparecimentos e ausências. Uma média de seis pessoas participam de cada sessão. Atualmente o CEJUSC conta com uma instrutora voluntária para o desenvolvimento das atividades.

A participação na Oficina pode se dar por determinação judicial, em processos já em tramitação e encaminhados ao CEJUSC pelos juízos de origem, ou ser voluntária, mediante requerimento das partes em audiência de conciliação ou mediação. Mesmo pais e mães que não estejam em processo litigioso podem participar já que o programa tem caráter meramente educativo. Para isso é necessário entrar em contato com o CEJUSC de Maringá e agendar uma data.

Segundo a assessoria do CEJUSC, em outras Comarcas que desenvolvem iniciativas semelhantes, como Londrina, os resultados têm sido positivos, com a melhora no convívio familiar.

Origem

Esse tipo de iniciativa surgiu nos Estados Unidos e no Canadá e foi trazida ao Brasil pela Juíza Vanessa Aufiero da Rocha, que a pôs em prática na cidade de São Vicente (SP). Em razão da aceitação e dos resultados positivos, a ideia foi adotada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como política institucional. O projeto é realizado por Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania em parceria com Varas de Família.