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TJPR contará com novos colaboradores com deficiência auditiva


TJPR contará com novos colaboradores com deficiência auditiva
A partir de outubro nove funcionários passarão a auxiliar na digitalização de processos do Tribunal de Justiça
Ter, 17 Set 2019 19:04:18 -0300

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) celebrou contrato com a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), uma associação civil sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência. Por meio do instrumento, haverá, a partir do dia 3 de outubro, a inclusão de 9 pessoas com deficiência auditiva e um intérprete de libras como colaboradores do Centro de Digitalização do TJPR, localizado na Sede Mauá do TJPR, em Curitiba.

Em anos anteriores o Tribunal de Justiça já realizou a inclusão de pessoas com deficiência por meio desse tipo de contratação. No Centro de Digitalização, o acordo celebrado representa uma ampliação do Projeto Abraçar para Incluir, implantado em 2014 pela supervisora da unidade, Daniela Ribas Rocha.

Até 10 de março de 2019, quando encerrou o último contrato, essa iniciativa de inclusão empregava em média 6 colaboradores da Unilehu. Na experiência anterior, os funcionários que não tinham deficiência auditiva foram capacitados em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), o que terá continuidade na nova contratação.

Essa é justamente uma das características mais importantes do projeto. Além da inclusão em uma atividade profissional, eles terão a oportunidade de trabalhar em um ambiente que promove a integração entre todos os colaboradores, com a quebra da barreira da comunicação.

Atividade do Centro de Digitalização

O Centro de Digitalização realiza a virtualização de documentos, principalmente os recursos aos Tribunais Superiores. Eles são inseridos nos sistemas Projudi, e-STJ e PJe. Em média cada colaborador consegue digitalizar em torno de três mil páginas por dia. A produção dos funcionários com deficiência costuma ser superior à dos outros. A rapidez e a eficiência no desenvolvimento das atividades se deve ao alto grau de concentração desses colaboradores.

As atividades no Centro de Digitalização tiveram início em 2012, a partir de uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para criação do processo eletrônico. No início Daniela contava com apenas um estagiário e uma digitalizadora. Atualmente o Centro conta com a supervisora Daniela, uma assessora e 96 estagiários. Esse trabalho é realizado por pessoas com diferentes tipos de deficiência, além de jovens aprendizes de instituições de acolhimento.