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Em busca da paz e harmonia no trabalho

Nos tempos modernos, o trabalho tornou-se uma parte cada vez mais importante na vida das pessoas, não só como viabilizador do sustento das famílias mas também como fonte de uma modalidade de realização pessoal e profissional que não é medida pelo dinheiro. Não são raras as pessoas que procuram no trabalho lenitivo para os males da alma, bem como força, para superar dificuldades e situações desagradáveis decorrentes de doenças, crises familiares e existenciais, etc.

 

Na modernidade, o aumento das demandas por serviços e produtos exigiu que se adotasse a divisão social do trabalho, única forma de dar conta da complexidade e intensidade das novas tarefas. Porém, essa evolução se deu mais no plano pragmático do que no lado subjetivo das relações de trabalho, uma vez que o relacionamento entre chefes e subordinados continuou muito parecido com a relação entre senhores feudais e seus servos.

Essa relação servia apenas ao interesse do senhor, era imposta pelo exercício do seu poder absoluto sobre o corpo e a alma dos servos, o que incluía a prática da violência física e sexual. Com os avanços da civilização e da tecnologia, chegamos ao século XXI com visões mais humanizadas do trabalho, nas quais a produção costuma ser associada ao desenvolvimento da sociedade e ao bem-estar das pessoas, e as relações no ambiente de trabalho tendem a ser ou aparentam ser menos autoritárias, em que o poder dos superiores é exercido de formas mais sutis, que afetam e controlam a subjetividade (emoções, valores...) do subordinado.

Para cumprir sua missão de aplicar a lei e promover a Justiça, o Poder Judiciário se utiliza de um corpo de funcionários que desempenham uma infinidade de tarefas que, somadas, resultam nas decisões judiciais.

No imaginário popular, no entanto, a decisão judicial é vista unicamente como fruto do poder do julgador, sem associá-la às jornadas de trabalho, que, no caso de muitos magistrados de primeiro grau, estendem-se por mais de 50 horas por semana.

Certamente por isso, o trabalho do Judiciário é visto por seus críticos como moroso e ineficiente,  e o empenho em desfazer essa imagem acaba impondo aos magistrados e servidores cobranças muito severas, muitas  vezes excessivas e desproporcionais ao número de processos, à estrutura disponível e mesmo aos limites físico e mental de qualquer ser humano.

A pressão por resultados numéricos e cumprimento de metas quantitativas de produtividade nos serviços do Judiciário tem resultado em uma quase epidemia de distúrbios psicossomáticos, depressão, síndrome do pânico, principalmente quando se instalam situações da tensão, assédio moral ou competição desmedida no ambiente de trabalho.

Por essa razão, é de suma importância o Programa “Bem-Estar e Felicidade no Trabalho” da Escola de Servidores do Tribunal de Justiça – ESEJE, que será desenvolvido ao longo da atual gestão do TJ, visando difundir ideias sobre atitudes e comportamentos pessoais e profissionais que contribuem para a melhoria do clima organizacional, das comunicações internas e das relações interpessoais.

Dando continuidade à execução do Programa, será realizado um encontro presencial entre chefias e diretorias, mediados por profissionais especializados, denominado “Assédio no Ambiente de Trabalho para Chefias”, no dia 22 de maio, às 16 horas, no Miniauditório da Ouvidoria-Geral (3º andar do Anexo do Palácio da Justiça), com o objetivo de trazer reflexões e esclarecimentos sobre o tema e aprimorar a qualificação da equipe da Ouvidoria para receber e encaminhar as demandas de servidores.

Des. Maria Aparecida Blanco de Lima

 

Para inscrição no evento, nas modalidades online e presencial, por favor, clique aqui.