Campanha Sinal Vermelho contra a violência

 

 

 

Para muitas pessoas, principalmente em situação de vulnerabilidade, ficar em casa tem sido perigoso. Para as mulheres vítimas de violência doméstica, o isolamento social tem representado risco à integridade física, moral, psicológica, sexual e patrimonial, pela proximidade de seus agressores, agravado pelo incremento no consumo de álcool e drogas e pelas tensões psicológicas e econômicas mais evidentes

 

Durante o isolamento social, em meio à pandemia da COVID-19, a violência doméstica contra as mulheres aumentou consideravelmente. Muitas vítimas estão com dificuldade de denunciar o agressor ou de buscar ajuda, porque estão o tempo todo em sua companhia

 

De acordo com a nota técnica emitida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os registros de boletins de ocorrência apresentaram queda nos primeiros dias de isolamento social, pela dificuldade que as mulheres têm de acionar os canais de denúncia; é o que chamamos de subnotificação

A violência contra a mulher não diminuiu. Segundo o mesmo fórum, houve crescimento dos números de feminicídio, assim como nos registros do 190 para atendimentos relativos à violência doméstica. 

E o impacto negativo da pandemia na violência contra a mulher não foi percebido somente no Brasil. 

No documento “COVID-19 e provisão de serviços essenciais a mulheres e meninas vítimas de violência”, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) realça a intensificação da violência contra mulheres e meninas, especialmente às mais vulneráveis, confirmando que a proximidade imposta pelo isolamento social, além de ter aumentado a violência contra a mulher no ambiente doméstico, diminuiu as suas oportunidades de acionar os canais de ajuda, com recomendações de desenvolvimento de políticas públicas que permitam acesso aos serviços de prevenção, proteção e enfrentamento, nas áreas da saúde, segurança, educação e justiça.

 

A Campanha

A necessidade de acesso rápido e fácil à mulher que, pelo isolamento social, se vê impedida de pedir auxílio ao 190 ou comparecer à delegacia de polícia para noticiar a violência sofrida, levou à criação do Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica.

É uma campanha que coloca as farmácias como agentes na comunicação contra a violência doméstica, fruto de uma parceria entre a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contando com o apoio de várias entidades.

 

A proposta é oferecer treinamento aos trabalhadores das farmácias – farmacêuticos, e atendentes – para acolhimento das vítimas e tomada de providências

 

Trata-se de forma silenciosa de denúncia colocada à disposição da vítima que, na primeira oportunidade que consegue sair de casa, dirige-se à farmácia ou drogaria cadastrada na campanha e apresenta o sinal vermelho na palma da mão, feito com batom ou qualquer material disponível, permitindo ao farmacêutico ou atendente - somente com informação de seu nome, endereço e número de telefone (se houver) - que acione a polícia militar, para o acolhimento e demais providências pertinentes. 

O direito ao sigilo e à privacidade será observado na campanha, que tem por principal objetivo conferir às vítimas que, de suas casas não conseguem pedir auxílio, acesso ao sistema de saúde e à rede de proteção.

 

A participação dos atendentes de farmácia na campanha consiste na comunicação com a polícia e no acolhimento da vítima. Eles não serão conduzidos a delegacia e nem, necessariamente, serão chamados a testemunhar

 

Por que aderir? 

  • Para ter responsabilidade social
  • Para aumentar a proteção das mulheres no Brasil
  • Porque o ativismo agrega valor à marca das farmácias

 

A ação conta com a participação de quase 10 mil farmácias em todo o país - Confira as Redes que já aderiram à Campanha

 

Como participar? 

Basta enviar termo de adesão assinado digitalmente em formato de foto para o e-mail sinalvermelho@amb.com.br.

Você também poderá enviar uma mensagem de Whatsapp para (+55 61) 98165-4974.

>>> Termo de Adesão à Campanha para farmáciasPDF | DOC

 

Qual será a ação de mobilização? 

  1. A mulher vítima de violência deve escrever um "x" com batom (ou outro material) na palma da mão, pedaço de papel ou qualquer lugar que consiga mostrar para o farmacêutico ou atendente da farmácia.
  2. Quando a vítima apresentar o “x”, o atendente deve, discretamente, ligar para o número 190 e acionar a Polícia Militar.
  3. Em seguida, se possível, conduzir a vítima a um espaço reservado pela farmácia, que pode ser a sala de medicamentos ou o escritório, para aguardar a chegada da polícia.

 

Como agir se a vítima não puder esperar a chegada da polícia?

Deve encontrar formas de obter informações importantes da vítima para repassar à Polícia Militar, como nome, documento de identidade, CPF, endereço e telefone.

 

Para a segurança de todos e sucesso da operação, sigilo e discrição são muito importantes

 

>>> Confira o passo a passo completo do atendimento e dúvidas frequentes

 

Relatório de atendimento da Campanha Sinal Vermelho

Após o atendimento da vítima, a farmácia colaboradora deverá preencher esse formulário, para que o CNJ, AMB e as farmácias possam melhor acompanhar as ações da Campanha, para fins de melhoria do atendimento e aperfeiçoamento de protocolos.

https://forms.gle/rgF4PckLFrW9v6uA6

 

Apoio:

AbrafarmaAbrafad | Instituto Mary Kay Grupo Mulheres do Brasil | Mulheres do Varejo | Conselho Federal de Farmácia | Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil | Conselho Nacional dos Comandantes Gerais | Colégio das Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica - COCEVID | Fórum Nacional de Juízas e Juizes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher - FONAVID | Ministério Público do Trabalho | Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais | Promulher do Ministério da Justiça e Segurança Pública | Conselho Nacional do Ministério Público.