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História do Judiciário Paranaense - Desembargador Paulo Habith


História do Judiciário Paranaense - Desembargador Paulo Habith
Por Desembargador Robson Marques Cury
Qui, 05 Dez 2019 15:30:14 -0300

Natural de Florianópolis SC, bacharelou-se em 1973 pela Faculdade de Direito de Curitiba. Magistrado desde 28 de dezembro de 1981, atuou como Juiz Substituto nas seções judiciárias de Ponta Grossa e São José dos Pinhais e como Juiz de Direito nas comarcas de Faxinal, Guarapuava, Campo Largo, Cascavel e Curitiba. Nomeado, em 2002, Juiz do Tribunal de Alçada, e, em 31 de dezembro de 2004, foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná. Aposentou-se, a pedido, no dia 31 de janeiro de 2014.

Nos primórdios da sua vida profissional especializou-se no ramo do Direito Imobiliário Notarial e Registral, auferindo respeito e admiração dos estudiosos do tema, com a publicação de diversos artigos doutrinários.

Com o falecimento da sua esposa Edna, emérita professora de piano, instituiu concurso para pianistas, hoje já tradicional e em sua XII edição, sempre realizado na Capela do Colégio Santa Maria

Sua filha Cínara Cristina Bassetti Habith Lopes rememorou passagens do convívio familiar e profissional.

“As minhas lembranças são significativas.

Lembro-me de estar com nove para dez anos e ver meu pai todas as noites, após chegar do trabalho, estudando para o concurso da Magistratura. O saudoso advogado Djalma Sigwalt, pai de uma grande amiga minha, Dra. Marcia Cristina Sigwalt Valeixo, o ajudava com a matéria de processo civil.

Foram noites e noites de estudo.

Em 1981 obteve êxito no concurso, aprovado em terceiro lugar. Como Juiz Substituto atuou nas seções judiciárias de Ponta Grossa e São José dos Pinhais.

Em agosto de 1982, quando eu contava com dez anos, meu pai assumiu como Juiz de Direito a Comarca de Faxinal e fomos lá residir.

Em Faxinal, fui estudar no Colégio São Domingos, cujos trabalhos, na maioria das vezes eram feitos no Fórum. Foi lá que aprendi a datilografia e que meu pai comprara uma máquina para me aperfeiçoar.

Muitas vezes, minha lição era compartilhada com o pessoal que ali trabalhava, inclusive pelo ilustre Promotor de Justiça que lá atuava, hoje o Ministro Sérgio Luiz Kukina do Superior Tribunal de Justiça, o qual muito me auxiliou nos imbróglios das tarefas estudantis.

Depois de alguns anos na comarca, meu pai foi promovido para Guarapuava, então comarca de intermediária, e para lá nos mudamos.

Cidade grande, Guarapuava possibilitava uma maior gama de atividades, como dança, inglês, datilografia, o que foi de grande valia para minha vida profissional. Estudei no Colégio Nossa Senhora de Belém.

Quando meu pai foi removido para a comarca de Campo Largo, retornamos para Curitiba, até porque eu já estava em idade de iniciar os estudos do terceirão, pré-vestibular.

Posteriormente, quando ele foi promovido para a comarca de Cascavel, eu já me encontrava prestando exames vestibulares, razão pela qual eu e minha mãe permanecemos em Curitiba.

Em 12 de abril de 2002, foi nomeado Juiz do Tribunal de Alçada, momento de muita festa, todavia, ofuscado no mês seguinte pelo falecimento precoce de minha mãe Edna, que infelizmente não o viu como Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná.

Tais lembranças e vivências foram determinantes na escolha da minha profissão – bacharel em direito e auxiliar judiciário, bem como nos ensinamentos e passagens da vida profissional de meu pai, que me mostraram a retidão da profissão exercida com muito caráter e paixão pelo juiz vocacionado, homem que eternamente admirarei. ”

Assim finaliza a sua filha Cínara, experiente assessora de gabinete, que tem prestado ao longo dos anos relevantes serviços ao gabinete deste Desembargador. Casada com o Professor João Eugênio Saporski Lopes, deram dois netos a Paulo Habith, o João Paulo e o João Lucas, que para alegria do vovô também torcem para o verdão do Alto da Glória.

Sempre com espírito de liderança, presidiu clube social União Recreativa Cultural Ahu URCA, sito no bairro do Ahu, tendo como confrontante a Divina Providência, hoje Colégio Bom Jesus; foi diretor de convênios da Amapar, na Gestão Massad; e presidiu a Comissão de Obras, na Gestão Celso Macedo.

O magistrado Paulo Habith tem outra dileta filha, com dezoito anos, completados em setembro de 2019: a Credjuris – Cooperativa dos Magistrados e membros do Ministério Público, filiada ao Sicredi, por ele idealizada e da qual foi o primeiro presidente. Atualmente sólida e pujante, com cerca de mil e quinhentos associados, administrando cerca de cento e oitenta milhões de seus cooperados.

Desembargador ROBSON MARQUES CURY



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