CEDOC - Museu da Justiça

Colaboração, Pesquisa e Edição de Texto: Ricardo Joaquim Marques.

Voltar

Des. Hugo Gutierrez Simas

Des. Hugo Gutierrez Simas

 

Hugo Gutierrez Simas, filho de Fernando Simas e  Helena Gutierrez Simas,  nasceu em 23 de outubro de 1883, em Paranaguá – PR, cidade onde cursou o primário. Casou-se com a Sra. Branca Simas.

Formou-se em farmácia na Academia de Medicina do Rio de Janeiro e chegou a trabalhar ao lado do pai, farmacêutico, durante cinco anos. Graduou-se em direito pela Faculdade do Largo do Machado em 1908.

Em 1911 foi nomeado promotor público de Antonina. Exerceu também o cargo em Palmeira e Rio Negro. Em 1912 deixou, por decreto, o Ministério Público, para lecionar português na Escola Normal de Curitiba, onde, posteriormente deu aulas de pedagogia. Foi, ainda, professor de lógica, história da literatura, filosofia e história natural do Ginásio Paranaense, também na capital paranaense, ao mesmo tempo em que integrava o Congresso Legislativo do Estado. Foi o primeiro professor de economia política da Universidade do Paraná e o primeiro bibliotecário desde 19 de dezembro de 1912. Durante a década de 1920 foi consultor jurídico e advogado na então capital brasileira, Rio de Janeiro.

De volta ao Paraná lecionou as disciplinas de direito constitucional, enciclopédia jurídica, direito internacional e direito comercial na Universidade do Paraná. No direito, ficou conhecido pelo foco no direito marítimo e no direito processual civil e ainda por lutar pela humanização da lei.

Em 1932, foi nomeado ao cargo de procurador geral do Estado. Em 31 de março de 1933 foi nomeado desembargador do Tribunal de Apellação, tendo exercido a vice-presidência do que hoje conhecemos como Tribunal de Justiça do Paraná durante a gestão do Des. Clotário de Macedo Portugal (1933/1946), no período de 1933 a 1940. Foi também presidente do Tribunal Regional Eleitoral, cargo que assumiu em 1937.

Como jornalista, redigiu textos para o "Diário da Tarde" e para o "Comércio do Paraná". Escreveu, ainda, diversos livros e participou do Centro de Letras e da Academia de Letras do Paraná.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1941, onde estava para tratar de sua saúde. Pouco antes de falecer entregou ao governo federal, a pedido, a Lei Orgânica dos Transportes.

É patrono do Fórum de Ibaiti e empresta seu nome à biblioteca do Tribunal de Justiça do Paraná e ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFPR.