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Curso de práticas restaurativas reuniu 23 alunos no Tribunal de Justiça

Foto: IRWL Foto: IRWL

Curso de práticas restaurativas reuniu 23 alunos no Tribunal de Justiça

Agentes penitenciários, professores do CEEBJA e servidores dos Fóruns do Pinheirinho e de Santa Felicidade participaram das aulas
Sex, 17 Mar 2017 16:26:00 -0300

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) promoveu nos dias 13 e 14 de março um curso de práticas restaurativas voltado para agentes penitenciários, professores do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) e servidores dos Fóruns do Pinheirinho e de Santa Felicidade. No total, 23 pessoas puderam conhecer a metodologia da Justiça Restaurativa.

A assistente social Iriane Silmara Dittrich veio da Lapa para adquirir conhecimento na área. Ela contou que achou a proposta do curso excelente. “É uma visão nova, um modelo novo que tem tudo para dar certo. No sistema penitenciário vai ser uma grande experiência.”

Já a coordenadora do setor de educação do Departamento Penitenciário (DEPEN), Glacélia Quadros, que também participou das aulas, comentou que “passar por esse curso é vivenciar um processo, primeiramente pessoal, para depois transferi-lo para o profissional. Os círculos restaurativos, ou a Justiça Restaurativa, que é o tema maior, se apresentam como uma possibilidade real de retomada humana das pessoas”.

Glacélia destacou que é muito difícil o trabalho dentro das penitenciárias. “Convivemos dentro de um ambiente muito árduo que são as penitenciárias, trabalhar com as pessoas em situação de privação de liberdade é trabalhar com o esquecimento, principalmente da condição humana. São pessoas relegadas pelas suas famílias, e uma pessoa sem família perde o seu porto seguro. O seu chão. Trabalhar na perspectiva da Justiça Restaurativa é trabalhar com as ausências que essas pessoas trazem de sentimentos, de consentimentos, de resgate da sua autoestima e de reparação.”

A coordenadora do setor de educação do DEPEN disse ainda que “a prática neste momento possibilita que os servidores tenham um novo olhar para além das grades, vejam um ser humano que ali está. E dentro dessa metodologia propiciam novos diálogos para chegar à pessoa encarcerada”.

O curso de práticas restaurativas faz parte do projeto do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Paraná (GMF-PR) e foi organizado e estruturado pela Comissão de Práticas Restaurativas do TJ-PR. As aulas foram ministradas pelas professoras Adriana Accioly Gomes Massa e Fernanda Edi de Matos Mega Celano.

Palestra na EMAP

Os alunos puderam compartilhar ainda experiências com a pesquisadora francesa Christina de Angelis, que proferiu palestra na Escola da Magistratura do Paraná (EMAP). Ela falou sobre o tema: "Fazer justiça de maneira restaurativa em um contexto punitivo: como proteger a justiça restaurativa de possíveis desvios".