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Tecnologia aplicada pela Ouvidoria do TJPR facilita a comunicação entre a Justiça e o cidadão


Tecnologia aplicada pela Ouvidoria do TJPR facilita a comunicação entre a Justiça e o cidadão
A entrevista, preparada para a rádio do TJPR, esclarece como é possível utilizar o QR Code para formular reclamações e sugestões à Ouvidoria
Ter, 03 Set 2019 16:10:58 -0300

Buscando uma maior proximidade com a tecnologia e com a modernidade dos aplicativos, a Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) passou a utilizar o sistema QR Code desde julho deste ano. Essa iniciativa busca facilitar a comunicação entre a Justiça e o cidadão. Por meio do celular, mediante a instalação de um aplicativo próprio para leitura do código ou, até mesmo, com a câmera do aparelho, o QR Code direciona os cidadãos a um formulário eletrônico que é encaminhado diretamente à equipe da Ouvidoria.

Com essa ferramenta se tornou mais rápido o acesso aos serviços prestados pelo órgão. Os cartazes, que possuem o QR Code, já estão sendo enviados para todas as Comarcas para que sejam colocados em locais públicos e de fácil acesso à população.

Para entender como funciona esse processo e como é possível utilizar o QR Code, conversamos com a magistrada Fabiane Pieruccini, juíza auxiliar da Ouvidoria do TJPR. Acesse aqui a entrevista.

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É preciso aprender a ouvir

Ouvir atentamente alguém é um gesto de sensibilidade que implica em abdicar momentaneamente do eu para perceber o outro.

Há muito o tom direto é o usual. A modernidade exigiu um novo vocabulário. Assim, o espaço para tolerância e o caminho para uma comunicação harmoniosa se tornou árido.

A intolerância sempre existiu como demonstração da inabilidade em reconhecermos e respeitarmos as diferenças em crenças e opiniões. E mesmo diante de tantos avanços sociais, ainda há dificuldades de muitas vezes aceitarmos opiniões e posturas divergentes.

Deveríamos ter em mente que o debate de ideias pode e deve ser saudável e produtivo, mas para que isso ocorra é necessário exercitarmos algumas habilidades, como, por exemplo, escutar atentamente, respeitar o diferente e discordar sem perder a serenidade.

Entretanto, o que se observa é o protagonismo da intolerância, do ódio, tanto na pauta das redes sociais, da imprensa e nos lares brasileiros.

Como então reconstruir um ambiente de comunicação não violenta e ausente de discriminações? Como discutir as diferentes ideologias sem patrulhamento ostensivo de alguns segmentos? Diria que são várias as respostas: mais empatia, mais humildade, menos certezas, mais diálogos, menos superficialidades - tudo isso sem adição de ódio, de rancor, de insultos e de comentários anônimos rasteiros. Mas, sobretudo, ouvir, ouvir, ouvir atenta e respeitosamente. Através da escuta é que compreendemos e interpretamos com exatidão o conteúdo da mensagem transmitida, favorecendo o retorno da informação. Isso marca o início do diálogo como forma de aprimorar o relacionamento humano.

Esse é o principal papel da Ouvidoria. Define-se, assim, como espaço de acolhimento para receber, examinar e encaminhar, aos setores competentes, todas as sugestões, reclamações, críticas, elogios e denúncias podendo gerar informações com o objetivo de aperfeiçoar o processo de trabalho dentro da organização.

Ao desempenhar seu papel de porta-voz na organização, o Ouvidor atua como importante mecanismo de interação entre a instituição e a sociedade, aliado na defesa dos direitos e na busca de soluções de conflitos.

A atuação da Ouvidoria tem como finalidade a defesa da administração, procurando mediar as reivindicações, exercendo influência preventiva e corretiva de problemas interpessoais, de arbitrariedades ou negligências, ou ainda, de abuso de poder. O trabalho do (a) Ouvidor (a) depende diretamente das respostas satisfatórias, que são construídas a partir de uma rede de articulações entre instâncias que compõem a organização. O consumidor brasileiro está cada vez mais atento aos seus direitos e vem aprendendo a participar do processo democrático do país, seja em instituições públicas ou privadas.

A escuta praticada em ambiente de Ouvidoria contribui para a construção de um diálogo produtivo no sentido de pacificar conflitos, legitimando o discurso do cidadão/servidor e, em muitos casos, sedimentando caminhos de prevenção de novas controvérsias, fazendo com que a unidade deixe de ser compreendida como um mero sistema de registro de queixas para, também, ser vista como um local de produção de cidadania e solução pacífica de conflitos, com o registro de novas e diferentes ideias e arranjos sociais/organizacionais.

Texto: Ouvidoria do TJPR